
Adoro música, gosto demais de interpretar o que os cantores e compositores emitem nas suas letras, nas melodias, tudo tem um sentido. Gosto de diversos pintores, entre eles Frida Kahlo, Portinari, Claude Monet. Gosto de leitura, porque ela traz pra nós ingredientes necessário para uma degustação mais profunda de histórias, alegorias, antes verbalizadas agora fixadas em códigos eternos, na escrita.
Tudo isso, pra dizer que a minha vida, além de um jogo de xadrez, é um palco, onde eu preciso de todas essas raízes artísticas pra sobreviver, nesse mundo tão confuso e complicado, perto de pessoas que nem sempre querem o nosso bem, apesar que ainda há pessoas que queiram a nossa felicidade.
Desde criança, quando minha mãe se separou do meu pai, e de mim também, fui morar com meus avós, e cresci muito só, no meu quarto e no quarto de visitas, brincando, imitando programas que eu via na TV, na época, na década de 80 era xou da xuxa, e seus inúmeros desenhos que marcaram uma geração, thundercats, heman, shera, Comandos em Ação, Caverna do dragão, como eu queria e desejava ir pra outra dimensão como eles e passar um longa temporada fora desse mundo. Porque tudo era muito confuso pra mim: minha mãe, casou-se logo com outro homem, e eu fiquei sei ela. Ficava horas sozinho, parecia até que eu tinha dificuldade de me socializar com alguns coleguinhas, eles sempre me passavam pra trás pegando meus brinquedos mais caros por coisas futéis, como álbum de figurinhas dos trapalhões, não esqueço jamais disso, era muito ingênuo. Porém, queria minha mãe, queria seu carinho naquela época, queria meu pai, onde eles estavam? Não sabia, não imaginava, vi meu pai algumas vezes, e podia conviver mais com minha mãe, ela morava sempre na mesma cidade que eu. Não sei na verdade de quem eu sentia mais falta, do meu pai ou da minha mãe. Hoje eu já tenho a resposta, pelo ao menos pra isso, era da minha mãe qe eu sentia falta na infãncia. Queria muito que ela me compreendesse mais, me amasse mais e dissesse que apesar de todas as dificuldades nós ficaríamos juntos. Mas a vida não é sempre do jeito que queremos. E arte me ajudou muito a superar tudo isso, a claro, não posso esquecer de uma grande amiga: a imaginação. Ela sim, sempre foi muito fértil. Me conduzia por terras estranhas e engraçadas, onde eu era o mocinho e às vezes o vilão. Mas sempre o protagonista. Eu nunca morria. Filmes de terror também me deram sua contribuição: os meus piores medos estavam ali, substituindo a realidade ou acrescentando uma descarga de energia. Sim, eu sentia isso, quando via a tensão que Sexta-feira 13 causava (pelo ao menos até a sexta parte), em especial a parte 3, eu sentia aliviado. E dizia pra mim mesmo: nossa, existem outras pessoas que correm de seus jasons ehheheh, além de mim. O jason mais terrível pra mim, foi a solidão. E as coisas que eu tive que inventar sempre para escapar dela. Quando falo em solidão, não é pra imaginar um menino de 8, 9 e 10 anos preso numa masmorra. Mas preso numa cidade bem pequena, que não conseguia me compreender em nenhum aspecto. Aliás, eu achei que era só a cidade, mas também, eu mesmo não me entendia, e nem minha mãe. Acredito que a minha história é mais dura do que a dela. E a dela mais dramática do que a minha. Ela teve que se casar no final da década de 70 porque estava grávida. E meu pai, um rapaz que não queria nada com a vida e continua não querendo, não se comprometeu em amar a esposa e o filho. Sei de todo seu sofrimento, sei o tanto que foi difícil pra ela enfrentar familiares e a sociedade na década de 80, onde o preconceito falava muito mais alto do que o perdão e a compreensão. Eu, não tive a convivência 24 horas da minha mãe, e não tive convivência nenhuma do meu pai. Mas a arte, ajudou a vida, e a vida imitou a arte várias vezes, acabou que eu fiquei falando muito da minha mãe não é? Eu a amo, muito. Com certeza, mais do que eu possa imaginar e ela também. Vamos ver quais serão os próximos capítulos dessa história. Eu torço não para um final feliz, mas para capítulos felizes, porque o final, ele não existe, tudo que vivo aqui, é um aprendizado, um dia eu volto, para a espiritualidade maior, e vejo se consegui tirar nota boa, na escola da vida, cuja matéria arte é minha salvação.
Tudo isso, pra dizer que a minha vida, além de um jogo de xadrez, é um palco, onde eu preciso de todas essas raízes artísticas pra sobreviver, nesse mundo tão confuso e complicado, perto de pessoas que nem sempre querem o nosso bem, apesar que ainda há pessoas que queiram a nossa felicidade.
Desde criança, quando minha mãe se separou do meu pai, e de mim também, fui morar com meus avós, e cresci muito só, no meu quarto e no quarto de visitas, brincando, imitando programas que eu via na TV, na época, na década de 80 era xou da xuxa, e seus inúmeros desenhos que marcaram uma geração, thundercats, heman, shera, Comandos em Ação, Caverna do dragão, como eu queria e desejava ir pra outra dimensão como eles e passar um longa temporada fora desse mundo. Porque tudo era muito confuso pra mim: minha mãe, casou-se logo com outro homem, e eu fiquei sei ela. Ficava horas sozinho, parecia até que eu tinha dificuldade de me socializar com alguns coleguinhas, eles sempre me passavam pra trás pegando meus brinquedos mais caros por coisas futéis, como álbum de figurinhas dos trapalhões, não esqueço jamais disso, era muito ingênuo. Porém, queria minha mãe, queria seu carinho naquela época, queria meu pai, onde eles estavam? Não sabia, não imaginava, vi meu pai algumas vezes, e podia conviver mais com minha mãe, ela morava sempre na mesma cidade que eu. Não sei na verdade de quem eu sentia mais falta, do meu pai ou da minha mãe. Hoje eu já tenho a resposta, pelo ao menos pra isso, era da minha mãe qe eu sentia falta na infãncia. Queria muito que ela me compreendesse mais, me amasse mais e dissesse que apesar de todas as dificuldades nós ficaríamos juntos. Mas a vida não é sempre do jeito que queremos. E arte me ajudou muito a superar tudo isso, a claro, não posso esquecer de uma grande amiga: a imaginação. Ela sim, sempre foi muito fértil. Me conduzia por terras estranhas e engraçadas, onde eu era o mocinho e às vezes o vilão. Mas sempre o protagonista. Eu nunca morria. Filmes de terror também me deram sua contribuição: os meus piores medos estavam ali, substituindo a realidade ou acrescentando uma descarga de energia. Sim, eu sentia isso, quando via a tensão que Sexta-feira 13 causava (pelo ao menos até a sexta parte), em especial a parte 3, eu sentia aliviado. E dizia pra mim mesmo: nossa, existem outras pessoas que correm de seus jasons ehheheh, além de mim. O jason mais terrível pra mim, foi a solidão. E as coisas que eu tive que inventar sempre para escapar dela. Quando falo em solidão, não é pra imaginar um menino de 8, 9 e 10 anos preso numa masmorra. Mas preso numa cidade bem pequena, que não conseguia me compreender em nenhum aspecto. Aliás, eu achei que era só a cidade, mas também, eu mesmo não me entendia, e nem minha mãe. Acredito que a minha história é mais dura do que a dela. E a dela mais dramática do que a minha. Ela teve que se casar no final da década de 70 porque estava grávida. E meu pai, um rapaz que não queria nada com a vida e continua não querendo, não se comprometeu em amar a esposa e o filho. Sei de todo seu sofrimento, sei o tanto que foi difícil pra ela enfrentar familiares e a sociedade na década de 80, onde o preconceito falava muito mais alto do que o perdão e a compreensão. Eu, não tive a convivência 24 horas da minha mãe, e não tive convivência nenhuma do meu pai. Mas a arte, ajudou a vida, e a vida imitou a arte várias vezes, acabou que eu fiquei falando muito da minha mãe não é? Eu a amo, muito. Com certeza, mais do que eu possa imaginar e ela também. Vamos ver quais serão os próximos capítulos dessa história. Eu torço não para um final feliz, mas para capítulos felizes, porque o final, ele não existe, tudo que vivo aqui, é um aprendizado, um dia eu volto, para a espiritualidade maior, e vejo se consegui tirar nota boa, na escola da vida, cuja matéria arte é minha salvação.

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